Você pode ter um amigo adventista que é vegetariano, ou talvez esteja frequentando uma Igreja Adventista do Sétimo Dia pela primeira vez e perceba que o “junta panelas” (ou almoço de confraternização) não tem carne.
Isso não é incomum no Adventismo.
Na verdade, cerca de 36% dos adventistas são ovolactovegetarianos, o que significa que não comem carne ou peixe, mas podem comer ovos ou laticínios. Outros 16% comem peixe ou carne ocasionalmente, de acordo com os Estudos de Saúde Adventista realizados pela Universidade de Loma Linda.1
qualquer forma, talvez você esteja se perguntando quais são as razões deles.
O vegetarianismo é popular dentro do Adventismo do Sétimo Dia porque valorizamos a saúde pessoal e acreditamos que uma dieta vegetariana é uma boa maneira de cuidar de nosso corpo, manter o bem-estar e honrar a Deus (1 Coríntios 6:20; 10:31; Romanos 12:1-2). Deus originalmente deu aos seres humanos uma dieta vegetariana, de acordo com Gênesis 1:29, e hoje, a pesquisa está mostrando cada vez mais os benefícios de uma dieta baixa em produtos de origem animal e rica em frutas, vegetais, grãos e nozes.
entanto, o desejo de servir a Deus dessa maneira não deve ser um meio de se tornar “mais santo” ou de alguma forma ganhar a salvação. Os adventistas buscam viver dessa maneira como uma resposta ao que Deus fez por nós como seres humanos.
Para explicar melhor por que o vegetarianismo é popular entre os Adventistas, vamos analisar:
Para começar, vamos buscar insights na Bíblia.
O que a Bíblia diz sobre uma dieta vegetariana

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Quando lemos sobre Adão e Eva vivendo no Jardim do Éden, descobrimos que o plano original de Deus para a humanidade incluía uma dieta à base de plantas. Ele disse aos novos humanos:
“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.” (Gênesis 1:29, ACF).
E faz sentido que Deus tenha providenciado a Adão e Eva um alimento que pudesse crescer de forma sustentável para eles. E, em um mundo perfeito, sem qualquer tipo de morte, o abate de animais seria algo inconcebível.
Foi somente depois do dilúvio que Deus permitiu diretamente que os seres humanos comessem carne (Gênesis 9:3–4). Após o dilúvio, a vegetação da terra havia sido destruída e levaria tempo para voltar a crescer e novamente fornecer alimento.
Por essa razão, Deus instruiu Noé a levar sete de cada animal “limpo” na arca (Gênesis 7:2-3).
(Levítico 11 e Deuteronômio 14 explicam mais detalhadamente o que é considerado carne “limpa”).
Após o tempo do dilúvio, a maioria das pessoas ao longo do restante da Bíblia comia carne. Era uma necessidade em uma sociedade onde alimentos frescos nem sempre eram fáceis de encontrar e não podiam ser preservados por longos períodos de tempo. Então, para suprir suas necessidades dietéticas, caçavam animais para prover suas famílias.
Em alguns lugares hoje em dia, ser vegetariano pode não ser tão prático ou fornecer nutrição suficiente devido à falta de opções vegetarianas. Mas muitos adventistas que vivem em lugares com fácil acesso a frutas, legumes, grãos e leguminosas o ano todo escolhem uma dieta vegetariana para se alimentar o mais próximo possível da dieta original.
E a ciência moderna continua a mostrar os benefícios de se alimentar dessa maneira, como veremos na próxima seção.
O que a ciência diz sobre uma dieta vegetariana
Uma dieta vegetariana equilibrada, rica em frutas, nozes, vegetais e legumes, tem inúmeros benefícios para a saúde física, conforme revelado por pesquisas realizadas ao longo dos últimos 20 anos. Comer vegetariano está associado a:2
- Pressão sanguínea mais baixa, colesterol LDL e IMC mais baixos
- Menor risco de doenças cardíacas
- Menor risco de câncer
- Menor risco de diabetes tipo 2
- Menor risco de obesidade3
Os Estudos de Saúde Adventistas, conduzidos pela Universidade de Loma Linda, analisaram a conexão entre o estilo de vida e a saúde dos Adventistas do Sétimo Dia. O Estudo de Saúde Adventista-1 pesquisou mais de 34.000 indivíduos ao longo de um período de 14 anos e encontrou ligações significativas entre uma dieta vegetariana rica em fibras e menores riscos de câncer.
O Estudo de Saúde Adventista-2, que envolveu mais de 94.000 entrevistados, forneceu ainda mais insights. Descobriu-se que os Adventistas que não consumiam carne tinham uma menor chance de desenvolver diabetes tipo 2.4
Outra análise dos dados do Estudo de Saúde Adventista-2 descobriu que os Adventistas que obtinham proteína de alimentos como lentilhas, nozes e sementes tinham um menor risco de morte cardiovascular do que aqueles que obtinham proteína da carne.5
A longevidade dos Adventistas também fala a favor de seu estilo de vida e modo de se alimentar.
Pesquisadores descobriram que os homens Adventistas na Califórnia que eram vegetarianos viveram quase 10 anos a mais do que seus pares.6
Na verdade, Loma Linda, Califórnia, uma área com alta concentração de Adventistas, chamou a atenção do pesquisador Dan Buettner quando ele estava estudando as “Zonas Azuis”, ou lugares no mundo onde as pessoas vivem significativamente mais tempo (muitas vezes ultrapassando os 100 anos) e levam vidas mais saudáveis do que a população média.
Ele rotulou Loma Linda como uma dessas Zonas Azuis por causa dos muitos Adventistas do sétimo dia lá que são conscientes da saúde e seguem uma dieta vegetariana ou vegana.
Embora a dieta não seja o único fator para a saúde e longevidade nas Zonas Azuis, é um fator significativo. A maioria dos residentes das Zonas Azuis consome 95% de alimentos vegetarianos, raramente comendo carne e focando em alimentos integrais não processados como legumes, vegetais, frutas, nozes e grãos integrais. Se consomem carne, geralmente é carne magra, como peixe, e pouco ou nenhum consumo de carne vermelha.7
Os benefícios para a saúde de ser vegetariano coincidem com o desejo dos Adventistas de honrar a Deus sendo bons administradores dos corpos que Deus nos deu, buscando manter o bem-estar de todas as maneiras possíveis. Vamos analisar isso a seguir.
Razões espirituais pelas quais os adventistas escolhem o vegetarianismo

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Ao lado de se esforçar em direção à ecologia e à bondade para com os animais, os adventistas encontram na vida saudável uma boa maneira de servir e honrar a Deus da melhor forma possível. Um texto ao qual recorremos nas Escrituras é 1 Coríntios 6:19-20:
“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (ACF).
Porque nossos corpos são “santuário do Espírito Santo” – o meio pelo qual Deus fala à nossa mente – buscamos cuidar do nosso corpo, mental, espiritual e fisicamente. Assim, faz sentido que a boa saúde seja uma prioridade.
Comer de forma saudável é um aspecto disso. Ajuda a manter nossas mentes claras, tornando mais fácil nos aproximarmos de Deus e servi-Lo de forma mais eficaz.
O apóstolo Paulo resume essa ideia de honrar a Deus em sua carta à igreja de Corinto:
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31, ACF).
E é realmente disso que se trata – servir a Deus e orientar nossas vidas para Ele. Fazer escolhas saudáveis apoia esse desejo supremo.
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Páginas relacionadas
- “Adventist Health Study–2,” Loma Linda University. [↵]
- “Becoming a vegetarian,” Harvard Health Publishing. [↵]
- “Plant-based nutrition: Exploring Health Benefits for Atherosclerosis, Chronic Diseases, and Metabolic Syndrome—A Comprehensive Review,” Nutrients, July 2023. [↵]
- Sabaté, Joan, et al. “Unscrambling the relations of egg and meat consumption with type 2 diabetes risk,” National Library of Medicine, November 1, 2018. [↵]
- Tharrey, Marion, et al. “Patterns of plant and animal protein intake are strongly associated with cardiovascular mortality: the Adventist Health Study–2 cohort,” National Library of Medicine, October 1, 2018. [↵]
- “Findings for Longevity,” Loma Linda University Health. [↵]
- “Top Reasons Why Blue Zones are the Healthiest Places to Live,” Plant Whys. [↵]
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