Você já se perguntou como as pessoas nos tempos bíblicos conseguiam saber se seus profetas eram realmente de Deus? Como sabiam que pessoas como Abraão, Daniel, Amós, José, Jeremias, Samuel ou Eliseu eram profetas?
E, a propósito… os profetas ainda existem hoje? Se sim, como podemos saber se eles são verdadeiros ou falsos profetas?
A Bíblia nos ajuda a descobrir as respostas para essas perguntas para que não precisemos ficar confusos ou preocupados. Vamos dar uma olhada em:
O que é um falso profeta e como identificá-lo
Um falso profeta é alguém que afirma ter recebido uma mensagem de Deus, mas na realidade, sua mensagem tem o propósito de enganar os outros (independentemente de suas intenções finais).
Um verdadeiro profeta atua como porta-voz de Deus para Seus fiéis. Um falso profeta pode se apresentar como porta-voz de Deus, mas se falar qualquer mensagem que não esteja alinhada com a Sua vontade, ele está, em última análise, contra Deus.
Mas Deus não quer que sejamos enganados ou temerosos. Por isso, a Bíblia oferece orientações para nos ajudar a testar pessoas que afirmam ter o dom profético.
Você pode se fazer seis perguntas essenciais para determinar se um profeta ou profecia é verdadeiro ou falso:
- As palavras deles estão de acordo com a Bíblia? (1 João 4:1-3)
- Alguma proclamação sobre o futuro se cumpre? (Deuteronômio 18:20-21)
- As vidas deles mostram o fruto de um caráter piedoso? (Mateus 7:16-20)
- Deus se revelou a eles? (2 Pedro 1:20-21)
- A mensagem glorifica a Deus e inspira a busca por Seus princípios? (Ezequiel 13:10)
- A mensagem mistura verdade com mentiras? (2 Pedro 2:1-3)
As palavras deles estão de acordo com a Bíblia?

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A Escritura é o teste. Grande parte das qualificações de um profeta depende se sua mensagem e ações estão alinhadas com a Bíblia e seus princípios.
Faz sentido, certo?
Se Deus é de fato o doador da mensagem, Ele não vai contradizer Sua Palavra. Ele vai harmonizar com ela. Lembrar as pessoas dela. Enfatizá-la. Ajudar as pessoas a entender como aplicá-la.
Um dos princípios fundamentais que as Escrituras sustentam é que Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio em carne e é o nosso Salvador.
Um exemplo disso está em 1 João 4:2-3. João, o Revelador, escreve:
“Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo.” (ACF).
De acordo com este versículo, os profetas não têm o Espírito de Deus neles se negarem que Jesus:
1. É o Messias.
2. Tornou-se humano para poder se sacrificar por nossos pecados.
Isso não é uma surpresa, pois várias profecias no Antigo Testamento falam da primeira vinda de Jesus.
Por exemplo, grande parte das profecias do profeta Isaías são sobre o nascimento de Jesus. De fato, Isaías é o livro do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento.
Considere estes versículos de Isaías como exemplos de verdadeira profecia, pois reconhecem a primeira vinda de Jesus e Sua morte para a nossa salvação. Ele deu circunstâncias muito específicas para que as pessoas pudessem saber quando isso se cumpriria:
“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” (Isaías 7:14, ARC).
“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:5, ACF).
Além disso, o próprio Isaías adverte contra profecias que não estão alinhadas com a mensagem do Evangelho:
“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles. ” (Isaías 8:20, ACF).
Quando Isaías escreve que esses ensinamentos e testemunhos não têm luz, ele quer dizer que eles não estão seguindo a orientação do Espírito Santo.
Isso significa duas coisas importantes:
1. Ensinos e testemunhos que não estão alinhados com a mensagem do Evangelho estão “nas trevas.” Eles não possuem a verdade que realmente guia a humanidade.
2. Ensinos e testemunhos que não estão alinhados com o Evangelho não têm luz porque deixam de fora “a luz do mundo,” que é Jesus (João 8:12, ARC).
Paulo, o autor de Gálatas, faz um ponto semelhante quando exorta os cristãos a se afastarem de qualquer “falso evangelho” que se disfarça de verdade, mas que na realidade é contrário à mensagem do Evangelho da Bíblia (Gálatas 1:9).
O raciocínio ou motivação por trás de uma profecia deve sempre remeter a Jesus, porque é isso que a Bíblia faz.
Se um profeta não estiver em harmonia com a Bíblia e não reconhecer Jesus como o Messias, então essa pessoa é um falso profeta.
As previsões deles se cumprem?

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Embora nem todas as profecias envolvam previsões de eventos futuros, várias delas o fazem—como as profecias messiânicas de Isaías que lemos no último ponto. Essas profecias se cumpriram: Jesus nasceu de uma virgem e foi crucificado para nos dar a salvação eterna.
Vamos dar uma olhada na história de um dos profetas originais da Bíblia, Moisés, como exemplo de um profeta de Deus.
Ao longo da história do Êxodo, Deus comunica-se diretamente com Moisés. Um exemplo marcante é quando Deus fala com Moisés através de uma sarça ardente. Nesta história, Deus dá a Moisés uma missão: voltar ao Egito e dizer ao Faraó para “deixar o meu povo ir” (Êxodo 5:1, ARC).
Em suas comunicações com o Faraó, Moisés lhe informa o que o futuro lhe reserva se ele não obedecer a Deus. Ele profetiza pragas que virão: úlceras, mosquitos, moscas, granizo, gafanhotos, escuridão, etc.
De acordo com o relato em Êxodo, esses eventos realmente aconteceram.
Para recapitular,
- Deus fala diretamente com Moisés.
- Ele dá a Moisés uma mensagem, tornando Moisés o porta-voz ou profeta de Deus.
- Moisés entrega a mensagem de Deus ao Faraó.
- Os eventos previstos se cumprem.
O próprio Moisés deixa claro que proclamações cumpridas são cruciais para determinar se um profeta é verdadeiro ou não.
Em Deuteronômio, Moisés compartilha com os filhos de Israel suas palavras de despedida antes de morrer. Durante parte de seu discurso, ele transmite as palavras de Deus sobre evitar falsos profetas:
“‘Mas o profeta que se atrever a falar uma palavra em Meu nome, da qual Eu não lhe ordenei que falasse, ou que falar em nome de outros deuses, esse mesmo profeta morrerá.’
E se disseres no teu coração: “Como saberemos a palavra que o Senhor não falou?” — quando um profeta falar em nome do Senhor, se a palavra não se cumprir nem se realizar, essa é a palavra que o Senhor não falou; o profeta falou presunçosamente. Não tenhas medo dele” (Deuteronômio 18:20-21, ARC, ênfase acrescentada).
Quando Moisés diz que “o profeta falou presumidamente”, ele está dizendo que o profeta presumiu que algo aconteceria, ou que ele/ela assumiu que Deus se comunicou com ele/ela, sem investigar mais a fundo ou continuar orando sobre isso.
Verdadeiros profetas não presumem os planos de Deus; eles conhecem os planos de Deus porque Deus se comunicou diretamente com eles. Um verdadeiro profeta não precisa “descobrir” se Deus está lhe dando uma mensagem ou não. As Escrituras mostram como Deus é direto e claro quando chama alguém para esse papel.
Portanto, se o que um profeta prediz para o futuro não se cumprir, esse profeta não é um verdadeiro profeta. Podemos usar a orientação de Moisés, assim como sua própria história, para nos guiar em nossa busca pela verdade.
Também é importante considerar que muitas das profecias na Bíblia ainda estão se cumprindo hoje. Muitas das profecias no Apocalipse ainda estão por se cumprir. Embora esta pergunta seja uma entre muitas que nos ajudam a guiar, certamente não é a única.
As vidas deles mostram o fruto de um caráter piedoso?

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A Bíblia nos instrui a testar os profetas com base em seu caráter e em suas ações.
Jesus deixa isso muito claro em Seu “Sermão do Monte”, que se encontra nos capítulos 5, 6 e 7 do Evangelho de Mateus. Em Sua mensagem aos Seus seguidores, Ele os adverte sobre falsos profetas que aparentam uma coisa, mas agem de outra:
“Cuidado com os falsos profetas, que vêm até vocês vestidos como ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Vocês os reconhecerão pelos seus frutos. Colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz frutos bons, mas a árvore má produz frutos maus. A árvore boa não pode dar frutos maus, nem a árvore má pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, vocês os reconhecerão pelos seus frutos” (Mateus 7:15-20, ARC, ênfase acrescentada).
Nesta passagem, Jesus está usando o fruto como uma metáfora para ações, para ajudar Seus seguidores a entender como descobrir um falso profeta. Ele faz isso em termos que Seu público entenderia: pastoreio e agricultura.
Primeiro, Jesus diz que falsos profetas são perigosos porque se vestem como ovelhas, mas na verdade são lobos disfarçados. No entanto, Jesus faz uma distinção.
Eles são lobos vorazes por dentro. Ao especificar que falsos profetas são por fora ovelhas e por dentro lobos, Jesus esclarece que a parte perigosa de um falso profeta é seu caráter.
Aqui é onde as coisas ficam um pouco complicadas.
Podemos ver o caráter de alguém quando olhamos para essa pessoa?
Podemos olhar para uma pessoa e dizer: “Essa pessoa tem caráter fraco”?
Frequentemente, não conseguimos. Pelo menos não à primeira vista ou antes de realmente conhecermos uma pessoa.
Se for esse o caso…
Como podemos saber se o caráter de alguém é ruim?
Quando Jesus disse: “Vocês os reconhecerão pelos seus frutos”, isso é o que Ele quis dizer:
Se uma árvore boa é realmente boa, ela dará frutos bons; se uma árvore má é verdadeiramente má, ela dará frutos maus.
A chave é observar os hábitos deles.
Um profeta está consistentemente vivendo o fruto do Espírito, ou é enganador, orgulhoso ou egoísta?
Ou aqui está uma grande questão: Eles só agem de determinada maneira quando estão sendo observados? Como eles tratam “o menor destes” (Mateus 25:40)?
Ao observar a vida de um profeta como um todo e compreender seu caráter, podemos determinar melhor se ele é um verdadeiro profeta.
E esses frutos se manifestam nas ações das pessoas. Se os profetas têm o Espírito Santo em seus corações e estão em comunhão com Deus, então suas ações mostrarão “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22-23, ARC).
Um relacionamento com Jesus nos capacita a produzir esses bons frutos, como aponta João 15:16:
“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.” (ACF).
Contudo, se um profeta não tem o Espírito Santo em seu coração, ele não mostrará o bom fruto do Espírito.
Mas lembre-se de que os profetas ainda são humanos.
Isso significa que eles cometem erros como todo mundo.
Ter um passado cheio de frutos ruins não “desqualifica” alguém de ser um profeta. Um grande exemplo disso é a história de Paulo.
Antes de sua conversão, Paulo—então Saulo—realmente perseguia cristãos, mas depois que ele encontra Deus e se arrepende, Deus lhe dá uma nova identidade. Paulo começa a produzir bons frutos.
Tudo se resume ao fruto atual e aos hábitos atuais. Todos nós somos pecadores necessitados da graça de Deus. Há uma diferença entre produzir bons frutos e ser perfeito.
Deus se revelou a eles ou lhes deu palavras para falar?
É importante que o profeta, como porta-voz de Deus, tenha recebido uma mensagem de Deus e não esteja apenas inventando para sua própria agenda. O apóstolo Pedro diz isso claramente em 2 Pedro 1:20-21:
“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal. Porque jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, mas homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (ARA).
Pedro quer que os leitores da Bíblia saibam que é Deus quem dá ao profeta as palavras para falar, não mais ninguém.
Em alguns casos, Deus se revela aos profetas ou lhes dá palavras para falar por meio de sonhos ou visões. Isso é verdade para profetas como Daniel e João, o Revelador. Grande parte dos respectivos livros deles na Bíblia é composta por visões que receberam de Deus.
Em outros casos, Deus fala diretamente ao Seu profeta.
Moisés é um grande exemplo dessa conversa face a face com Deus.
Em Números 12:6-8, Deus, na forma de uma coluna de nuvem, diz isto:
“E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?” (ACF).

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Deus não apenas se comunica com Moisés através da sarça ardente, como discutimos anteriormente, mas Ele também fala diretamente com ele, como quando Moisés recebe os Dez Mandamentos no Monte Sinai (Êxodo 19, 20).
Nesse caso, Deus se comunica com Moisés de uma maneira muito grandiosa. Ele até passa diante de Moisés para que Moisés veja Sua glória. A glória de Deus é tão forte que, quando Moisés desce da montanha, seu rosto está brilhando:
“E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai, as duas tábuas do testemunho estavam nas mãos de Moisés, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que falara com ele.” (Êxodo 34:29, ARA).
Mas Deus nem sempre fala com Seus profetas de maneiras tão grandiosas. Às vezes, Ele se comunica com eles na quietude.
O encontro de Elias com Deus no mesmo monte onde Deus revela Sua glória a Moisés é um ótimo exemplo disso (1 Reis 19). O pastor adventista Randy Roberts, DMin, coloca assim:
“Então Elias volta ao monte Sinai, ele desaparece em uma caverna, que alguns sugeriram, pode ser a fenda na rocha onde Deus escondeu Moisés… Então ele tem o vento, o terremoto e o fogo. Todas formas pelas quais Deus se revelou. Deus não está em nenhum deles. Deus disse: ‘Saia da caverna’, e quando [o vento, terremoto e fogo] terminam, há um silêncio absoluto… E no silêncio [Elias] sente a voz de Deus. O texto diz que [Elias] cobriu o rosto com seu manto e saiu da caverna para ficar na presença de Deus.”
Então, Deus dá a Elias sua próxima instrução como profeta.
Roberts acrescenta: “A partir desse ponto, o grandioso, o dramático, o glorioso, praticamente termina. Deus não mais se revela daquelas maneiras do Êxodo… Da próxima vez que você realmente vê Deus, Ele está deitado em uma manjedoura como um bebê, fraco e indefeso.
Então, Sua forma de se revelar, de interagir com a humanidade mudou dramaticamente.”
Tudo isso para dizer que Deus se revela aos verdadeiros profetas de várias maneiras, dependendo de diversos fatores. Às vezes é glorioso e dramático, mas muitas vezes é na quietude que um verdadeiro profeta pode sentir a voz de Deus falando.
E se os verdadeiros profetas têm um relacionamento íntimo com Deus, então eles saberão quando Deus se revelou a eles.
A mensagem promove mudança positiva?
Como já observamos, os profetas atuam como porta-vozes de Deus. Eles entregam mensagens de Deus ao Seu povo.
No entanto, é importante considerar que tipo de mensagens Deus está enviando e que o profeta está entregando.
Na Bíblia, os profetas são frequentemente usados quando o povo de Deus está quebrando sua aliança com Ele. Quando eles esqueceram as palavras de orientação de Deus… ou pior, as ignoraram.
Os profetas dizem ao povo: “Ei, vocês não estão honrando seu relacionamento com Deus, e isso precisa mudar.” E se eles ouvirem a mensagem de Deus, a paz é a consequência natural.
Portanto, um verdadeiro profeta é aquele que entrega uma mensagem de mudança para trazer o povo de Deus de volta a um relacionamento de aliança com Ele.
Mas as pessoas geralmente querem mudar? Querem que seus erros sejam apontados? Normalmente, não…
Vamos conferir a história de Oséias como exemplo.
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No livro bíblico que leva seu nome, o profeta Oséias funciona como uma parábola viva para o povo de Israel que se voltou contra Deus. Deus diz a Oséias para se casar com uma prostituta chamada Gômer e ter filhos com ela. Então, quando ela é infiel a ele, Deus diz a Oséias para voltar a ela e amá-la.
Essa história pode parecer estranha, mas ao entrar em uma parceria profética com Deus, a vida de Oséias ilustra como Israel está agindo em relação a Deus, e que mesmo apesar do pecado deles e de “se prostituírem” para outros deuses, Deus mostra amor infinito por eles. Ele sempre os chamará de volta.

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O que acontece depois?
O profeta Oséias, incorporando plenamente a mensagem de Deus, pois ele mesmo a vivia, suplica ao povo de Israel que mude. Nem ele nem Deus querem que Israel permaneça em um estado de pecaminosidade e desconexão d’Ele.
“Converte-te, ó Israel, ao Senhor teu Deus; porque pelos teus pecados tens caído.Tomai convosco palavras, e convertei-vos ao Senhor; dizei-lhe: Tira toda a iniquidade, e aceita o que é bom; e ofereceremos como novilhos os sacrifícios dos nossos lábios.” (Oséias 14:1-2, ARC).
Oséias pede que Israel se arrependa e volte para Deus. Ele sabe que Deus os receberá com amor sem fim, mas os corações do povo devem mudar para que possam aceitá-Lo.
Então, se um verdadeiro profeta promove uma mudança de coração para o povo que o escuta, um falso profeta pode fazer o oposto.
Um falso profeta pode tentar promover um estado de conforto no pecado em vez de pedir que as pessoas voltem para Deus. Esta passagem em Ezequiel 13:10 é um bom exemplo:
“Porquanto, sim, porquanto andam enganando o meu povo, dizendo: Paz, não havendo paz; e quando um edifica uma parede, eis que outros a cobrem com argamassa não temperada.” (ACF).
Ezequiel está dizendo que falsos profetas enganaram o povo de Deus. Eles proclamaram paz quando, na verdade, não havia paz. Eles enganaram o povo de Deus.
Ezequiel escreve que falsos profetas “ungem com betume”. Eles encobrem a pecaminosidade com mentiras e falsas noções de paz em vez de promover a purificação do coração e da alma como um verdadeiro profeta faria.
No entanto, Ezequiel também escreve que a chuva lavará as mentiras e revelará a pecaminosidade do povo. O arrependimento é o que trará a mudança de coração e alma que o povo precisa.
Outro exemplo de falsos profetas promovendo conforto e paz em vez da verdade está em Isaías.
O profeta Isaías diz ao povo de Judá que eles são amantes da enganação e da falsidade:
“Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor. Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos. Desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que o Santo de Israel cesse de estar perante nós.” (Isaías 30:9-11, ACF).
Isaías condena tanto o povo de Judá quanto os profetas por profetizarem “coisas suaves”. O povo quer acreditar que está ouvindo a voz de Deus por meio desses falsos profetas, mas se recusa a ouvir a verdade.
Em vez disso, eles só querem ouvir mensagens agradáveis.
Poucas linhas depois, Isaías, o verdadeiro profeta que fala em nome de Deus, diz ao povo para não ouvir o conforto que os falsos profetas promovem. Em vez disso, eles devem se arrepender, pois “na volta e descanso está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança estará a vossa força” (Isaías 30:15, ARC).
Mas frequentemente há resultados infelizes quando verdadeiros profetas entregam mensagens que incomodam as massas.
A mensagem de um profeta deve glorificar a Deus acima de tudo, e ao fazer isso, suas mensagens chamam as pessoas à responsabilidade por sua pecaminosidade.
Essas mensagens impopulares faziam com que os profetas fossem frequentemente ridicularizados ou até perseguidos:
- Isaías foi supostamente serrado ao meio (Hebreus 11:37)
- Daniel foi lançado na cova dos leões (Daniel 6)
- João Batista foi decapitado (Mateus 14)
Estes são apenas alguns exemplos.
Mas há esperança para aqueles profetas perseguidos e para todos os seguidores de Cristo.
Jesus afirma a dificuldade da jornada em Seu Sermão do Monte:
“Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mateus 5:11-12, ARC).
Portanto, mesmo que a jornada seja difícil e a mensagem impopular, Deus recompensa os verdadeiros profetas por seu trabalho.
Agora sabemos que…
- Os verdadeiros profetas pedirão ao povo que se arrependa de seus pecados e volte para Deus, quer a mensagem seja popular ou não.
- Os falsos profetas permitirão que o pecado e o engano prosperem, e adaptarão suas mensagens para agradar à vontade das massas, não para honrar a Deus.
A mensagem mistura verdade com mentiras?
É fácil saber se alguém é um falso profeta se sua mensagem está obviamente cheia de mentiras. Certo?
Mas e se a mensagem de um falso profeta for na maior parte verdade, ou parecer “sincera”… mas então parecer que algumas pequenas mentiras ou fatos distorcidos se infiltraram? Eles ainda são falsos profetas?
Com certeza.
De fato, se houver ao menos uma mentira, ou uma manipulação de um fato ou princípio bíblico misturado com a verdade, podemos praticamente garantir que o profeta é falso.
Os verdadeiros profetas recebem mensagens diretamente de Deus, e naturalmente, Deus quer garantir que essa mensagem esteja em completa harmonia com Sua Palavra.
O que a Bíblia diz sobre isso?
Em 2 Pedro 2:1-3, Pedro dá um aviso sobre falsos profetas que blasfemam a verdade:
“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (ACF).
Esses falsos profetas não estão “acidentalmente” misturando verdade com falsidade. Pelo contrário, eles estão intencionalmente enganando as pessoas por causa de sua própria agenda. Eles “negam o Senhor”, Deus, e falam para se honrarem, assim como os falsos profetas de Isaías fizeram no último ponto.
Mas às vezes, pode ser difícil separar a verdade das mentiras. Especialmente quando as mentiras são pequenas e bem escondidas.
O que fazemos então?
Ótima pergunta!
Busque e teste as profecias com as Escrituras por si mesmo

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Quando não temos certeza do que é apresentado como a palavra profética de alguém, mas tememos que seu desvio da Bíblia seja sutil ou habilmente disfarçado, é hora de começar a estudar as Escrituras em oração, deixando o Espírito Santo nos guiar em nossas decisões.
Timóteo deixa claro em suas epístolas que as Escrituras destinam-se a equipar os seguidores de Deus com a capacidade de discernir a verdade das mentiras:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;
17 Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2 Timóteo 3:16-17, ACF).
A Bíblia é nosso guia para testar os profetas, e quando estamos inseguros, não devemos ficar parados “sendo meninos no entendimento”, como diz o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 14:20.
Pelo contrário, devemos usar a sabedoria que Deus nos deu, não para temer imediatamente qualquer profeta de quem ouvimos falar, mas para “provar todas as coisas; reter o que é bom” e “abster-se de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:21-22, ARC).
Por fim, quando sentimos que não temos sabedoria para tomar uma decisão por nós mesmos, devemos perceber que Deus é o doador da sabedoria. Ele não cria caos ou confusão: o pecado é que cria. Deus busca restaurar o equilíbrio, a paz e a clareza. Não precisamos temer testemunhos falsos. Em vez disso, sigamos o conselho de Tiago:
“Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5, ARC).
Teste os profetas e apegue-se ao que é bom.
Peça sabedoria a Deus, e Ele o guiará.
Profetas verdadeiros e falsos ainda existem hoje?
Sim!
A profecia não se limita aos tempos bíblicos. De fato, grande parte da profecia contida na Bíblia tem relevância para o futuro.
Por exemplo, adventistas e muitos outros cristãos acreditam que João previu eventos no livro do Apocalipse que acontecerão no futuro.
Além disso, os adventistas acreditam que a Palavra de Deus continua a falar hoje. Efésios 4, Romanos 12 e 1 Coríntios 12 nos dizem que o Espírito Santo continuará a falar enquanto a igreja, o corpo de Cristo, encarna a missão de Deus no mundo. O Espírito falará por meio dos dons espirituais e nunca entrará em conflito com as Escrituras. Ele aplicará e expandirá o que já está lá.
Esses dons espirituais são essenciais para que a igreja de crentes prospere em sua missão de espalhar o Evangelho. Um dos dons espirituais descritos em 1 Coríntios 12 é o dom de falar profecia.
De fato, uma das fundadoras da igreja adventista, Ellen White, demonstrou esse dom profético e passou em cada um dos “testes” que acabamos de abordar.
A Bíblia também é muito clara que Deus continuará a se revelar por meio de profetas:
“E acontecerá nos últimos dias, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne, e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão; os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e servas naqueles dias, e profetizarão” (Atos 2:17-18, ARC).
No entanto, se profetas verdadeiros existem nos últimos dias, profetas falsos também existirão.
O próprio Jesus confirma isso quando fala com Seus discípulos sobre os últimos dias. Ele os adverte contra pessoas que afirmam ser Ele, dizendo:
“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios, de modo a enganar, se possível, até os eleitos” (Mateus 24:24, ARC).
Falsos profetas existem hoje e existirão no futuro. No entanto, ao fazer estas seis perguntas, você pode se preparar para identificar quem é um mensageiro de Deus e quem não é.
Quer conhecer todos os profetas da Bíblia?
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