Se você já viu como a mídia retrata o fim do mundo, essa frase pode deixá-lo nervoso—ou até com medo.
Mesmo sem as imagens mentais de filmes ou TV, a ideia do fim do mundo ainda parece ominosa. Cada história preocupante que ouvimos sobre guerra, opressão, corrupção ou desastre só aumenta nosso desconforto coletivo.
E isso é compreensível. Isso é tudo o que conhecemos—é difícil até imaginar que esta vida, por mais confusa que possa ser, possa chegar ao seu fim em algum momento.
Felizmente, a perspectiva da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre este tema oferece esperança em meio a um mundo que parece estar fora de controle. Voltamos à garantia da Bíblia de que todo esse mal não continuará para sempre. Jesus Cristo voltará, e Ele recriará esta terra para refletir sua perfeição original, assim como era no Jardim do Éden (Gênesis 1-2).
Mas o que fazemos agora?
Os adventistas historicamente priorizam o estudo da profecia bíblica, que nos fala sobre os tipos de coisas que acontecerão antes da volta de Jesus. Isso nos permite preparar nossos corações e confiar na orientação de Deus. Então, vamos dar uma olhada mais de perto no que as Escrituras têm a dizer e como podemos encontrar uma paz profunda nessas palavras.
Aqui estão algumas das perguntas pertinentes que responderemos:
O que os adventistas acreditam sobre o fim do mundo?

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Os adventistas veem o fim dos tempos através de uma lente bíblica, aguardando nossa esperança final—o Segundo Advento de Cristo. Isso está descrito em nossa 25ª Crença Fundamental.
Essa esperança é profunda, pois faz parte de nossas raízes como igreja. O movimento adventista começou com pessoas que buscaram as Escrituras e perceberam a importância de buscar a Deus e se preparar para o fato de que este mundo, como está agora, está próximo do seu fim. Nossos primeiros pioneiros aguardavam ansiosamente a volta de Jesus no século XIX, embora tenham entendido mal o momento em que isso aconteceria.
Mais tarde, após um estudo mais aprofundado das Escrituras, eles perceberam que outros eventos na profecia bíblica ainda precisavam acontecer antes que Jesus pudesse vir — e que ninguém, exceto o próprio Deus, sabe exatamente quando esse dia será.
E, sim, haverá tempos desafiadores à medida que nos aproximamos do fim do mundo. O próprio Jesus falou sobre guerras, conflitos, desastres naturais e uma falta geral de amor e compaixão, entre outros sinais, que culminariam em Sua vinda (Mateus 24, Lucas 21). Os últimos tempos e o fim do mundo são o clímax do pecado que tem seguido seu curso natural ao longo da humanidade.
Mas no fim do mundo, Satanás (o diabo) trabalhará mais do que nunca para causar destruição porque sabe que seu tempo é curto (1 Pedro 5:8; Apocalipse 12:12).
As profecias de Apocalipse 12 e 13 nos dão pistas sobre uma crise de adoração que chegará ao auge naquela época. O diabo buscará se opor e enganar o povo de Deus (Apocalipse 12:17), o que levará, em última análise, todos na terra a uma decisão definitiva sobre permanecer leal a Deus ou ceder às enganações do diabo (Apocalipse 13).
Percebemos o quão intimidante e perturbador tudo isso soa. Mas Deus não nos dá esses avisos nas Escrituras para nos assustar. Em vez disso, Ele quer que estejamos cientes do que está por vir para que não precisemos ter medo. E Ele nos convida a nos aproximar d’Ele e encontrar conforto no que está além das dificuldades.
Embora as pessoas frequentemente enfatizem os eventos negativos no fim do mundo, a ênfase da Bíblia é o oposto: ela foca no triunfo de Jesus e de Seu povo e na alegria que teremos quando a humanidade for reunida com a plenitude de Deus, e todos viveremos numa nova terra bela — para sempre (2 Pedro 3:13).
O fim deste mundo é apenas um pequeno fragmento de tempo à luz da eternidade.
Então, quais eventos compõem esse período de tempo?
Quais eventos acontecerão antes do fim do mundo?

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Para o propósito desta página, vamos focar nos principais eventos que acontecerão pouco antes da Segunda Vinda de Cristo, e depois na recriação da terra. Incluiremos:
- A crise da marca da besta
- O fechamento da porta da graça
- O tempo de angústia e as sete últimas pragas
- A Segunda Vinda
- O milênio
- A destruição dos ímpios
- A recriação da terra
Para saber mais sobre os acontecimentos que antecedem esses eventos finais, confira nossa página completa sobre os sinais e acontecimentos que indicam quão perto estamos do fim da história da Terra.
A crise da marca da besta
O livro do Apocalipse adverte contra a adoração da besta e o recebimento da marca da besta nos últimos dias. De fato, os capítulos 13 e 14 nos ajudam a entender que uma crise de adoração ocorrerá durante esse tempo. Toda a humanidade será confrontada com a escolha de adorar a Deus ou adorar o que os humanos estabeleceram.
Como a besta e sua marca se relacionam?
Já abordamos tudo isso em um artigo separado sobre a marca da besta, mas, em resumo, uma “besta” na Bíblia representa um poder religioso-político. Essa besta no Apocalipse buscará a lealdade da humanidade, o que, por sua vez, afastaria as pessoas da lealdade a Deus como soberano. A “marca”, então, simboliza a escolha de adorar esse poder da besta em vez de receber o selo de Deus, um sinal interior de aliança com Ele.
Essa crise chegará ao ápice, levando todos a demonstrar a quem adoram. Nesse ponto, todos saberão se aceitaram ou rejeitaram a Deus — o que nos leva ao próximo evento.
O fechamento da porta da graça
O fechamento da porta da graça refere-se ao momento em que todos na terra terão decidido a favor ou contra Deus. Nesse momento, o Juízo Investigativo, que ocorre no santuário celestial antes da Segunda Vinda (Daniel 7:9-10, 13-14), termina.
Esse momento, então, não é um ato de Deus, mas é provocado pela humanidade.
A Bíblia chama a decisão de se afastar de Deus de “blasfêmia contra o Espírito Santo” (Marcos 3:29, ACF). Isso ocorre quando um indivíduo rejeita o convite de Deus por tanto tempo que se torna endurecido contra o Espírito Santo (algo que Hebreus 4:7 adverte o povo de Deus).
Mas chegará um momento na história em que todos tomarão sua decisão final—ou mantendo seus corações abertos ao Espírito Santo ou tornando-se completamente endurecidos.
Para fins de ilustração, podemos compará-lo a convidar um amigo para sua casa para um jantar.
Você o convida, e não recebe resposta. Pode até entrar em contato uma ou duas vezes, apenas para ter certeza de que ele sabe que está convidado.
E se ele recusar, você pode insistir um pouco. Mas, no final, respeita a decisão dele. Geralmente, não achamos que vale a pena incomodar pessoas que já expressaram sua intenção.
Felizmente, Deus é muito mais paciente conosco! Ele nos exorta e convida tantas vezes. Mas, no final, Ele deve respeitar nossas escolhas, mesmo quando isso O machuca.
O tempo da angústia e as sete últimas pragas

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A Bíblia fala de um tempo de perseguição e dificuldade que acontecerá pouco antes da Segunda Vinda. Apocalipse 7:14 sugere isso ao mencionar que o povo de Deus sairá da “grande tribulação” (NVI). O livro de Daniel se refere a esse tempo de angústia de forma mais explícita (12:1-2).
Este tempo de angústia culminará todas as guerras, conflitos, desastres naturais e o mal que têm aumentado em intensidade.
Ao mesmo tempo, Deus enviará juízos—conhecidos como as sete últimas pragas—contra aqueles que escolherem receber a marca da besta (Apocalipse 15:1; 16).
Durante esses tempos difíceis, Deus protegerá aqueles que permaneceram fiéis a Ele, que aguardam ansiosamente o retorno de Jesus.
A Segunda Vinda
A Segunda Vinda, às vezes chamada de Segundo Advento, é o acontecimento pelo qual os seguidores de Deus têm esperado e anelado. Finalmente, veremos Jesus, o centro de toda a nossa esperança!
A Bíblia ensina que o povo de Deus não desaparece da terra em um arrebatamento secreto antes do tempo de angústia. Em vez disso, nos é dito que “veremos o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória” (Mateus 24:30, ACF).
E quando Jesus aparecer com uma cena gloriosa de trombetas e anjos, aqueles que morreram crendo em Cristo ressuscitarão. Enquanto isso, os seguidores de Cristo que ainda estiverem vivos na terra subirão ao encontro deles no ar (1 Coríntios 15:51-54; 1 Tessalonicenses 4:16-17).
Aqueles que escolheram contra Deus morrerão ao brilho da presença divina de Jesus, e permanecerão em seus túmulos até depois do milênio (Apocalipse 20:5). Os seguidores de Deus, porém, terão um papel especial no céu durante esse tempo (Apocalipse 20:4).
O milênio
O milênio, uma palavra sofisticada para 1.000, refere-se a um período de 1.000 anos entre a Segunda Vinda de Jesus e a destruição final do pecado (Apocalipse 20:1-6).
Durante esse tempo, a terra está desolada (Jeremias 4:24-26), e os ímpios estão mortos. Satanás está “amarrado” — incapaz de realizar sua obra de engano.
Enquanto isso, os seguidores de Deus estão no céu como “sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele por mil anos” (Apocalipse 20:6, ACF). Apocalipse 20:4 nos diz que “a autoridade para julgar” (ACF) lhes é confiada, o que significa que eles também têm algum envolvimento com o julgamento de Deus.
A destruição dos ímpios

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Apocalipse 20 diz que, ao final do milênio, os ímpios voltarão à vida e Satanás tentará enganá-los mais uma vez para atacar a Nova Jerusalém, que desceu do céu (versículos 7-8). Fogo descerá do céu e os consumirá, pondo fim ao pecado, ao diabo, aos seus anjos e a todos aqueles que abraçaram o pecado e rejeitaram seu Deus Criador.
Finalmente, a terra estará livre do pecado.
A recriação da terra
Uma vez que a terra tenha sido purificada pelo fogo, ela não permanecerá vazia. Os seguidores de Deus terão lugares privilegiados para assistir a Ele recriar a terra em perfeição edênica mais uma vez.
Será um lugar lindo — livre da morte, do pranto, do choro, da dor e de todas as coisas pecaminosas que tornavam a vida difícil aqui na terra antes (Apocalipse 21:4).
E o melhor de tudo, Deus habitará face a face com Seu povo, nunca mais se separando deles (Apocalipse 21:3).
Como esses conceitos se encaixam com outras crenças adventistas?
Para os adventistas, o fim do mundo é uma boa notícia: a Bíblia nos encoraja ao afirmar que, no fim deste mundo, seremos reunidos com Jesus, e a batalha entre o bem e o mal (chamada de Grande Conflito), que tem se desenrolado desde que o pecado entrou em nosso mundo, finalmente chegará ao fim. Jesus é nosso Salvador não apenas do poder do pecado, mas também de um mundo em que o pecado está presente por toda parte ao nosso redor.
Finalmente, todo o mal e sofrimento que nos ferem e ferem o coração de Deus cessarão. E experimentaremos a alegria de viver na presença de Deus — assim como Adão e Eva fizeram no Jardim do Éden antes de serem enganados.
Embora o fim do mundo possa parecer assustador e terrível, as dificuldades e desafios não são nosso foco. Não precisamos temer o que virá porque, enquanto escolhermos seguir Jesus, Ele prometeu cuidar, confortar e fortalecer-nos. As dificuldades parecerão tão pequenas em comparação com tudo de bom que está por vir.
Saber o que acontecerá no fim do mundo também nos incentiva a viver em prontidão.
Não sabemos exatamente quando esses eventos acontecerão. A Bíblia nos diz que não sabemos o dia nem a hora da vinda de Jesus (Mateus 24:36). Isso significa que devemos viver com a expectativa de que essas coisas podem ser desencadeadas a qualquer momento.
E isso nos dá o desejo de buscar Jesus e cumprir o chamado de compartilhar o Evangelho eterno de Jesus, como descrito em Apocalipse 14.
Como os adventistas se preparam para os últimos dias?

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Preparar-se para o fim do mundo não é sobre “preparar-se” — mudar-se para um local remoto, estocar alimentos enlatados e papel higiênico, e se preparar para sobreviver a tempos caóticos. Muito pelo contrário! A Palavra de Deus incentiva, em vez disso, a preparação interna e uma atitude de prontidão para encontrar Jesus.
Envolve comprometer-se diariamente a seguir Jesus para que desejemos encontrá-Lo quando Ele voltar.
Esse tipo de prontidão ajudará a acalmar nossos medos, especialmente ao lembrarmos que Jesus nos consola e nos diz para não termos medo (Isaías 41:10, Mateus 24:6).
No final de Mateus 24, o capítulo sobre os sinais do “fim dos tempos,” Jesus compara a preparação para o fim do mundo com ser um “servo fiel e sábio,” fazendo fielmente o que Deus nos chamou para fazer.
O capítulo seguinte, Mateus 25, apresenta três parábolas que ilustram o que isso significa.
A primeira parábola — a parábola das dez virgens — fala sobre cinco virgens sábias que tinham óleo suficiente em suas lâmpadas enquanto esperavam a chegada do noivo
Esse óleo simboliza ter o Espírito Santo (Zacarias 4:1-7), encorajando-nos a buscar um relacionamento pessoal com Jesus para que Ele possa nos encher com o Espírito Santo, que nos guia e consola.
A segunda parábola — a parábola dos talentos — conta a história de três servos que receberam “talentos,” dinheiro, de seu senhor. Dois deles pegaram esse dinheiro e o multiplicaram, enquanto um escondeu seu dinheiro no chão por medo.
A moral da história?
Deus quer que usemos os dons e habilidades que Ele nos deu. Em vez de temer o fim do mundo, podemos ser ativos no serviço a Ele e no compartilhamento do Evangelho enquanto esperamos Sua volta.
E, finalmente, a terceira parábola — a parábola das ovelhas e dos bodes — ilustra a importância de viver o amor de Deus e cuidar dos menos favorecidos. Na parábola, Deus elogia aqueles que cuidaram de Jesus cuidando “dos menores destes” — os famintos, os nus, os enfermos e os presos (Mateus 25:35-40, ESV).
O fio condutor dessas parábolas é este: ter uma conexão de coração com Jesus que leva a usar nossos dons e habilidades para servir aos outros. É assim que nos preparamos para o fim do mundo e a Segunda Vinda de Jesus.
O fim do mundo—o caminho para um mundo melhor
Os adventistas encontram conforto e paz no que a Bíblia diz sobre o fim do mundo. Como cristãos, não precisamos temer o que está por vir!
Em vez disso, as verdades da Bíblia nos motivam a buscar Jesus mais profundamente e viver da maneira que Ele pretendia que vivêssemos. Embora não possamos controlar o caos do nosso mundo enquanto nos aproximamos do seu fim, podemos descansar com certeza naquele que prometeu estar conosco.
O fim do mundo como o conhecemos pode estar chegando. Mas tudo isso é para nos preparar para um mundo muito melhor—um livre do pecado e de toda a ruína que ele trouxe consigo.
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